A afirmativa de que o Sistema de Gestão Ambiental do Estado do Amapá está vencido e não responde mais a dinâmica de operação das políticas públicas emergentes, está ancorada em bases técnicas e não políticas. A evidência para sustentar esta tese estão nos desencontros administrativos e operacionais entre a SEMA e o IMAP, o primeiro como gestor da política ambiental e o segundo o executor. Um exemplo de caso: Um procedimento de licenciamento não tem o fluxo natural é precisa de uma equipe interinstitucional para ser analisado. Ao final, acabará sendo assinado conjuntamente pelos gabinetes da SEMA e do IMAP. Nem precisamos aqui, citar os emperramentos que os processos enfrentam no fluxograma processual e a falta de uma diretriz norteadora para cada política (Mineração, Recursos Hídricos, Saneamento, etc). Acabamos por encontrar nos anais dos processos condicionantes estranhas, as vezes desconectadas das políticas macro. O Instituto Estadual de Floresta – IEF – é um caso a parte, executor das políticas florestais, deslocado do Sistema de Gestão Ambiental, ligado a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural – SDR – enfrenta dificuldades de comunicação institucional com a gestão ambiental. É responsável apenas por uma parte dos recursos florestais das Áreas Protegidas do Amapá.
A conclusão não causa espanto, o Sistema não responde mais a dinâmica dos novos tempos, nem aos objetivos programáticos da atual gestão estadual. Com a claridade acessa pelo Planejamento Estratégico do Governo nestes primeiros meses, já é possível ver as lacunas abertas na máquina pública e como emperarão a aplicação do Plano Estratégico. Nós já estamos prontos, gestores e técnicos, para iniciar a construção de uma proposta de Reforma Administrativa. Duas frentes de trabalho para vencermos: a construção de um diagnóstico do atual Sistema e o debate sobre outros modelos Brasil a fora. Começando agora, em junho, fecharemos 2011 com ela aprovada na Assembléia Legislativa. Significa dizer que, o novo PPA (2011-2014), em 2012, já seria executado pelo novo modelo, com garantias superlativas de êxito. Ganham todos, principalmente a sociedade.